Sim — quando ela é pensada como parte da infraestrutura do imóvel, e não como a simples soma de dispositivos conectados.
Um artigo da Menin Engenharia aponta que no mercado imobiliário, valor não está apenas no preço anunciado, mas na liquidez do imóvel — ou seja, na facilidade e velocidade de venda ou locação. Imóveis com melhor desempenho funcional, menor risco operacional e maior previsibilidade de uso tendem a apresentar menor tempo de vacância e menos objeções na decisão do comprador, mesmo quando comparados a imóveis similares em preço.
A resposta curta é: depende de como ela é feita.
Automação pode ser um investimento inteligente de longo prazo ou apenas um gasto sem retorno, dependendo do nível de planejamento e da infraestrutura escolhida.
Uma casa inteligente vale a pena quando:
Reduz falhas operacionais recorrentes
Diminui desperdícios mensuráveis
Evita custos futuros de retrabalho
Melhora o desempenho funcional do imóvel ao longo do tempo
Esses fatores são discutidos em uma monografia sobre análises técnicas no setor imobiliário na UFRJ.
Por outro lado, o investimento tende a frustrar quando:
A automação é feita sem projeto
Cada novo recurso exige obra ou adaptação
O foco está apenas em gadgets desconectados
A infraestrutura limita o crescimento do sistema
Aqui, o problema não é a tecnologia — é a forma como ela foi aplicada.
Quando bem implementada, a automação gera ganhos concretos e mensuráveis, especialmente em três frentes.
Grande parte dos riscos residenciais não está associada a eventos complexos, mas a falhas humanas simples, como portões abertos, iluminação externa desligada ou ausência de rotina quando o imóvel está vazio.
Um estudo técnico sobre gestão e desempenho de edificações na UFRJ indica que processos automatizados reduzem drasticamente erros operacionais recorrentes, justamente por eliminarem a dependência da ação humana repetitiva — reconhecida como um dos principais fatores de risco operacional em edificações.
Impacto prático:
Quando esses processos são automatizados, falhas humanas simples são praticamente eliminadas, porque deixam de depender da memória do morador.
A iluminação responde, em média, por 15% a 25% do consumo total de energia em edificações residenciais, variando conforme o perfil de uso.
Uma dissertação de mestrado sobre eficiência energética em edificações realizada na UFMG mostra que a automação da iluminação com sensores de presença e controle por horário pode gerar economias entre 10% e 30% nesse consumo específico, sem necessidade de mudança de comportamento do usuário.
Ou seja:
A economia acontece porque o sistema evita desperdício, não porque o morador “se esforça mais”.
Em vez de prometer percentuais de valorização, o conceito mais correto é liquidez imobiliária.
Conforme um artigo da Menin Engenharia a liquidez mede a capacidade de um imóvel ser vendido ou alugado com rapidez, e imóveis com melhor desempenho funcional, menor risco operacional e infraestrutura moderna tendem a apresentar menor tempo de vacância e maior atratividade, especialmente em mercados competitivos.
Na prática, o ganho aparece mais:
Na velocidade de negociação
Na redução de objeções
do que em um “preço mágico” anunciado.
A diferença entre planejar automação na obra ou decidir depois é financeira e técnica.
Intervenções realizadas após a obra:
Elevam custos diretos
Aumentam riscos de prazo
Reduzem eficiência da execução
Retrabalho elétrico
Limitações estéticas
Um estudo sobre gestão da qualidade, dos prazos e dos custos de obras de retrofit de edificações na UFRJ aponta que intervenções em retrofit podem custar entre 20% e 50% a mais do que soluções previstas em projeto, devido a retrabalho, limitações físicas e perda de produtividade.
O custo não está só no material, mas no retrabalho.
Um erro comum é achar que automação se resume aos dispositivos visíveis. Na prática, a infraestrutura é o que define custo, estabilidade e longevidade.
Lâmpadas Wi-Fi, tomadas inteligentes e soquetes smart são soluções legítimas quando o objetivo é resolver demandas pontuais, como:
ligar ou desligar uma luz remotamente
automatizar um único equipamento
experimentar automação sem obra
Eles funcionam bem quando não existe intenção de integrar o imóvel como um sistema.
O problema surge quando se tenta:
criar rotinas integradas
garantir previsibilidade de funcionamento
escalar a automação ao longo do tempo
Esses dispositivos não foram projetados para ambientes autônomos, robustos e integrados. Nesses cenários, passam a gerar:
dependência de múltiplos apps
instabilidade operacional
limitação de crescimento
Resumo honesto:
Eles resolvem problemas pontuais.
Casa inteligente resolve o funcionamento do imóvel como um sistema.
Sistemas profissionais tradicionais costumam exigir cabeamento de rede dedicado para diversos pontos, o que aumenta custo e complexidade — especialmente em obras menores ou retrofit.
Quando se fala em automação residencial profissional, é importante deixar claro: sistemas cabeados existem por bons motivos — e continuam sendo adotados em hotelaria, edifícios corporativos e imóveis de alto padrão justamente por sua robustez e confiabilidade.
Sistemas profissionais baseados em cabeamento dedicado oferecem vantagens técnicas claras:
Resposta instantânea
O comando não depende de latência de rede sem fio ou qualidade de sinal. O acionamento é imediato e previsível.
Alta confiabilidade operacional
Como não dependem de Wi-Fi, interferência ou congestionamento de rede, esses sistemas funcionam de forma estável mesmo em ambientes complexos.
Manutenção facilitada no longo prazo
A lógica do sistema costuma ser centralizada, o que facilita diagnóstico, manutenção e substituição de componentes ao longo dos anos.
Longevidade comprovada
Não é incomum encontrar sistemas cabeados operando por décadas, com poucas intervenções, especialmente em hotéis e edifícios comerciais.
Capacidade de integração avançada
Sistemas profissionais permitem integrar, de forma nativa:
iluminação
áudio e vídeo distribuídos
climatização
persianas
controle de acesso
tudo orquestrado por botões físicos, painéis ou cenas programadas, sem depender de múltiplos aplicativos.
É exatamente por isso que hotelaria e imóveis de alto padrão historicamente adotam esse tipo de solução: previsibilidade, estabilidade e experiência consistente para o usuário final.
Quando esse cenário é comparado a dispositivos pontuais — como lâmpadas Wi-Fi ou tomadas inteligentes — a diferença fica clara.
Lâmpadas inteligentes:
dependem da qualidade do Wi-Fi
operam de forma isolada ou semi-integrada
raramente oferecem resposta consistente em cenários mais complexos
não foram projetadas para orquestrar a casa como um sistema
Elas resolvem ações individuais.
Sistemas profissionais resolvem o funcionamento integrado do ambiente.
Enquanto um sistema cabeado permite, por exemplo:
apertar um botão físico e disparar uma cena completa (luzes, áudio, persianas)
garantir funcionamento mesmo sem internet
manter padrão de uso por anos
uma lâmpada inteligente costuma ser limitada a:
ligar/desligar um ponto específico
depender de aplicativo ou assistente de voz
ter pouca previsibilidade em ambientes maiores ou mais críticos
Reconhecer a força dos sistemas profissionais não significa dizer que eles são a única resposta — especialmente em residências que não exigem o mesmo nível de complexidade de um hotel ou edifício corporativo.
É nesse espaço que surgem abordagens mais modernas, como a da Dyona, que:
preservam robustez e lógica de sistema
reduzem a complexidade do cabeamento tradicional
utilizam infraestrutura elétrica de forma inteligente
mantêm botões físicos, cenas e integração real entre ambientes
O objetivo não é competir com “lâmpadas inteligentes”,
mas resolver outro problema: criar um ambiente residencial coerente, previsível e durável, sem o custo e a complexidade excessiva de sistemas corporativos.
Antes de investir, vale responder a algumas perguntas objetivas:
Checklist rápido:
O imóvel está em obra, reforma ou totalmente pronto?
Existe preparo elétrico adequado?
A solução permite expansão futura?
A automação resolve um problema real hoje?
Essa decisão reduz custo agora e no futuro?
Quanto mais respostas positivas, maior a chance de a automação realmente valer a pena.
Casa inteligente não é sobre ter mais tecnologia — é sobre tomar decisões melhores.
Quando pensada como infraestrutura, ela entrega:
Mais segurança
Mais praticidade
Menos desperdício
Mais valor percebido para o imóvel
O diferencial não está na quantidade de dispositivos, mas em evitar escolhas que encarecem o presente e limitam o futuro.
Quer entender se uma casa inteligente faz sentido no seu imóvel?
Converse com um especialista da Dyona e avalie o melhor caminho antes de decidir.
Os impactos financeiros e operacionais da automação variam conforme o perfil do imóvel, região e projeto. Os exemplos e números apresentados representam tendências observadas no mercado, não garantias absolutas. O benefício real depende de planejamento e execução.
Referências
Menin Engenharia. Liquidez de um imóvel: por que é importante saber ao investir? Disponível em: https://menin.com.br/liquidez-de-um-imovel-por-que-e-importante-saber-ao-investir/
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Estudo acadêmico sobre mercado imobiliário. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/server/api/core/bitstreams/a00d3fab-79da-4ffe-8b47-c353f8f2d5c1/content
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Monografia sobre análises técnicas no setor imobiliário. Disponível em: http://repositorio.poli.ufrj.br/monografias/monopoli10027304.pdf