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Velocidade de vendas: 7 dimensões além do preço por m²

Escrito por Fillipe Oliveira | Jan 8, 2026 3:23:39 PM

Por que alguns empreendimentos vendem mais rápido do que outros?

A resposta direta (em 60 segundos): não é só preço por m²

Empreendimentos vendem mais rápido quando conseguem aumentar valor percebido e reduzir incerteza — entregando um produto coerente com o público-alvo (planta e diferenciais), com confiança na entrega e com operação previsível (custos e fricções do dia a dia).

Regra de bolso: se o empreendimento não sustenta valor por outros vetores, o comprador compara por preço por m² — e você entra numa disputa difícil de vencer sem corroer margem.

 

Antes de otimizar: como medir velocidade de vendas em lançamentos imobiliários (sem virar artigo de indicador)

BI (Business Intelligence) é importante — especialmente para acompanhar funil, conversão e ritmo de vendas com consistência. O ponto aqui é que você não precisa começar com um “painel perfeito” para sair do achismo: com poucos indicadores bem definidos e uma linguagem comum, dá para discutir velocidade de vendas com mais precisão, mesmo com equipe enxuta e recursos limitados.

 

Mini-glossário: IVV, VSO e “meses de consumo”

Se você ficou em dúvida entre IVV e VSO, é normal: em muitos relatórios eles aparecem como “parentes próximos” (às vezes quase sinônimos). A diferença costuma estar na metodologia — principalmente no que cada fonte considera como “oferta” no denominador e se usa vendas brutas ou vendas líquidas (descontando distratos).

  • VSO (Vendas Sobre Oferta): responde “que % da oferta eu vendi neste período?”. Em geral é divulgado como percentual.

    • Fórmula simplificada (varia por fonte): VSO = vendas (ou vendas líquidas) do período ÷ oferta considerada no período.

  • IVV (Índice de Velocidade de Vendas): responde “qual é a velocidade de absorção do estoque?”. Na prática, costuma medir a mesma ideia do VSO, mas pode usar uma base de oferta diferente (oferta inicial, oferta média ou estoque disponível) e pode ser divulgado como % ou como índice.

    • Regra prática: sempre confira a definição do relatório da sua praça/entidade.

  • Meses de consumo (duração da oferta): traduz absorção em tempo: “quantos meses para consumir a oferta se o ritmo se mantiver?”.

    • Fórmula: meses de consumo = oferta atual ÷ vendas mensais (média).

 

IVV e VSO como termômetros (e por que não existe “número mágico”)

Use IVV/VSO para responder duas perguntas de gestão:

  1. O ritmo de venda está compatível com a oferta e com o caixa?

  2. O problema é de mercado (demanda) ou de produto (proposta/execução)?

O erro comum é tentar extrair uma “meta universal” (“o ideal é X%”) sem considerar praça, segmento, mix, estágio do ciclo e estratégia de preço. Indicadores são termômetro; causa raiz costuma estar em produto, posicionamento e operação.

 

Benchmarks públicos recentes (exemplos) — para calibrar expectativas

Use números públicos como referência de contexto, não como meta universal.

  • Indicadores ABRAINC-Fipe (principais resultados abril/2025; release publicado em jun/2025): no trimestre móvel encerrado em abril/2025, o material reporta VSO trimestral total de 26,0% e duração da oferta total em cerca de 11,5 meses. No recorte por segmento, a duração aparece em ~10,8 meses (MCMV) e ~13,2 meses (MAP)

  • Mercado de imóveis novos na cidade de São Paulo (Secovi-SP, maio/2025): o VSO foi reportado em 14,0% no mês e 63,3% no acumulado de 12 meses. 

 

Existe uma “velocidade ideal” de vendas em lançamento?

Existe um intervalo saudável, mas ele depende de contexto. Uma leitura executiva costuma considerar:

  • Praça e segmento: cada mercado absorve a oferta com ritmos e volatilidades diferentes.

  • Mix e ticket: tipologia, ticket e perfil (moradia vs. investidor) mudam o “ritmo natural”.

  • Estratégia de margem vs. giro: vender rápido melhora caixa e reduz risco de estoque, mas também pode sinalizar subprecificação.

  • Oferta concorrente e timing: volume de lançamentos e sazonalidade podem acelerar ou travar a absorção.

 

Framework de diagnóstico: 7 dimensões que explicam por que um empreendimento vende mais rápido

Antes de aumentar investimento em marketing e vendas (tráfego pago, prospecção, reforço de plantão, CRM e incentivos), volte ao básico: o empreendimento é um produto. E produto que vende rápido costuma ser produto que facilita decisão.

 

Como usar o framework (em 20–30 minutos)

  1. Defina o público e a promessa central (quem compra e por qual motivo).

  2. Passe o empreendimento nas 7 dimensões e marque onde existe dúvida, ruído ou objeção recorrente.

  3. Registre os “NÃOs”: eles não são “tarefas”, são hipóteses de gargalo (o que precisa ser entendido melhor).

 

1) Público-alvo e posicionamento: clareza reduz comparação por preço

Quando o empreendimento tenta ser “para todo mundo”, ele vira comparável por atributos genéricos (área, número de quartos, localização) — e rapidamente por preço.

Perguntas de decisão:

  • Para quem este produto é claramente melhor do que as alternativas?

  • Qual é o motivo dominante de compra (morar, investir, renda, conveniência, status, eficiência)?

Sinais de bom posicionamento:

  • O comprador entende o diferencial em 10 segundos.

  • O corretor consegue explicar sem “apelar” para desconto.

2) Planta, mix e funcionalidade: o que o comprador compara de verdade

Localização é um fator importante — muitas vezes o primeiro filtro de atenção e visita. Mas, quando o comprador compara alternativas semelhantes na mesma região (ou na mesma faixa de preço), a decisão tende a ser definida por funcionalidade, mix e pelo “custo de viver” percebido.

Mesmo quando a conversa começa por “localização”, a decisão final costuma passar por funcionalidade. Plantas que resolvem a vida diminuem objeções, aumentam indicação e reduzem arrependimento.

O que costuma ter alto peso na percepção (exemplos):

  • Layout que funciona (circulação, setorização, privacidade).

  • Armazenamento e áreas de apoio (lavanderia, despensa, armários).

  • Flexibilidade (home office, reversibilidade, integração quando faz sentido).

Atenção: planta “bonita no render” e ruim no uso real gera ruído, comparações e travas na venda.

 

3) Diferenciais de alto impacto: menos “amenidades”, mais coerência de valor

Diferenciais não são uma lista; são uma proposta. Quando não há coerência, você aumenta CAPEX (custo de implantação) / OPEX (custo recorrente) e nem sempre ganha velocidade.

Diferenciais que tendem a aumentar valor percebido (depende do público):

  1. Soluções que aumentam conveniência no dia a dia (uso real, não só estética).

  2. Experiências de chegada e circulação que passam segurança e organização.

  3. Espaços comuns com propósito claro e uso provável (não “área subutilizada”).

  4. Itens que reduzem custo e dor operacional (manutenção, portaria, acesso, encomendas).

  5. Infraestrutura preparada para evolução (sem virar uma obra por unidade).

  6. Padrão de acabamento e entrega consistente (confiança).

 

4) Operação e custos invisíveis: condomínio, portaria, acesso, encomendas

O comprador está mais consciente do “custo de viver” do que muitos empreendimentos assumem. Operação ruim vira atrito, reclamação e reputação.

Custos invisíveis (mini-checklist de diagnóstico):

  • Portaria e controle de acesso (pessoas, prestadores, visitantes).

  • Gestão de encomendas e entregas (volume, organização, rastreabilidade).

  • Manutenção e reposição (padronização, facilidade, peças, suporte).

  • Custos recorrentes de áreas comuns (energia, limpeza, contratos).

Ponto-chave: custo operacional previsível aumenta a confiança do comprador e reduz o medo do “condomínio surpresa”.

 

5) Confiança e previsibilidade: reputação, padrão de entrega e pós-obra

Velocidade de vendas é, em grande parte, percepção de risco. Quando o comprador não confia na entrega (prazo, qualidade, assistência), ele exige desconto — ou posterga a decisão.

O que constrói confiança:

  • Histórico de entrega e padrão consistente.

  • Especificação clara do que está incluído.

  • Processo de assistência técnica previsível.

  • Transparência em cronograma e marcos.

6) Atrito na compra: clareza, especificação e “o que está incluído”

Muitos empreendimentos travam por fricção invisível: dúvidas, inconsistências e lacunas que se acumulam no funil e viram objeção.

Redutores de atrito (alta alavancagem):

  • “Livro do produto” enxuto e claro: o que é padrão, o que é opcional, o que muda por tipologia.

  • Materiais de venda coerentes com o entregável.

  • Objeções tratadas antes de virar negociação (transparência reduz custo comercial).

7) Infraestrutura preparada e escalabilidade: evitar que “cada unidade vire um caso”

Quando a infraestrutura não é pensada para escalar, qualquer melhoria vira exceção e vira obra — isso aumenta custo, atraso e insatisfação.

O que significa estar preparado (sem detalhar especificações):

  • Padrões de infraestrutura que aceitam evolução (conectividade, energia, pontos críticos) sem retrabalho.

  • Governança do que pode/não pode ser alterado por unidade (para proteger cronograma e qualidade).

  • Integração entre individual e coletivo (acesso, portaria, encomendas) sem improviso operacional.

Importante: o ponto não é “proibir upgrades”. O ponto é criar uma trilha de evolução padronizada (por exemplo, camadas Básico / Plus / Premium), para que opcionais — como automação e serviços digitais — sejam escaláveis, instaláveis e suportáveis, sem virar exceção por unidade.

Gancho futuro: diferenciais funcionais e tecnologia embarcada desde o projeto aumentam conveniência e reduzem custos/atritos operacionais quando são padronizados — e não tratados como acessórios de última hora.

 

Dois empreendimentos, mesma praça: por que um gira e o outro encalha

A melhor forma de enxergar as diferenças é comparar “produto de alto valor percebido” vs. “produto commodity”.

Alto valor percebido

  • Público-alvo definido e promessa clara.
  • Planta/mix com funcionalidade e pouca objeção.
  • Diferenciais coerentes e com uso provável.
  • Operação previsível (custos e fricções mapeados).
  • Confiança na entrega (padrão + transparência).
  • Materiais e especificação reduzem dúvidas.
  • Infraestrutura preparada para evoluir sem exceções.

Commodity (alto risco de encalhe)

  • "Serve para todo mundo" (não é melhor para ninguém).
  • Planta/mix com concessões e objeções recorrentes.
  • Amenidades genéricas e pouco usadas.
  • Operação cara ou imprevisível (condomínio vira surpresa).
  • Desconfiança em prazo/qualidade/pós-obra.
  • Materiais confusos e lacunas de especificação.
  • Qualquer melhoria vira exceção por unidade.

Erros comuns (mitos que fazem o empreendimento virar commodity)

  1. Achar que só preço por m² move demanda. Preço pesa mais quando falta valor percebido.

  2. Acumular amenidades sem propósito. Custo sobe, uso não acompanha.

  3. Ignorar operação e custos invisíveis. O mercado aprende e penaliza.

  4. Depender do comercial para “consertar” produto. A objeção nasce no produto.

  5. Prometer o que não está especificado. Isso vira atrito, ruído e reputação.

  6. Confundir vender rápido com acertar sempre. Pode haver subprecificação.

 

Antes de entrar no checklist, uma dica prática: aplique as perguntas com 1–2 pessoas do plantão/SDR/corretores e registre a linguagem real das objeções — isso aumenta muito a qualidade do diagnóstico.

Até aqui, você viu o que costuma explicar diferenças de velocidade de vendas. O próximo passo é simples: usar um checklist para registrar, de forma objetiva, onde estão as dúvidas, ruídos e objeções recorrentes.

A lógica é:

  • SIM = está claro, consistente e comprovável (material + execução)

  • NÃO = existe lacuna/ambiguidade que vira objeção ou aumenta risco percebido

O objetivo não é “tirar nota”. É sair com um mapa de gargalos (quais dimensões concentram mais “NÃOs”).

 

Checklist para usar na prática: tópicos de objeções para diagnosticar antes de aumentar investimento em marketing e vendas

Este checklist não é uma prova escolar. Ele é uma lista de tópicos que normalmente viram objeções de venda (ou reduzem conversão) e que precisam ser discutidos e decididos entre produto/projeto, comercial e operação.

Como ler:

  • Se você marca Sim, significa: “isso está claro, consistente e comprovado no nosso material/execução”.

  • Se você marca Não, significa: “isso pode estar virando objeção, ruído ou risco — e precisa de decisão/ação”.

Se você quiser um passo a passo completo e uma forma objetiva de priorizar/ranquear quais gargalos vale a pena tratar agora (impacto × viabilidade), este conteúdo pode ser aprofundado em um Playbook complementar + uma planilha de priorização (em breve).

Nota importante: as perguntas abaixo são um ponto de partida. Para um diagnóstico que reflita o “mundo real”, junte 1–2 pessoas do plantão/SDR/corretores e registre as objeções que de fato aparecem em cada dimensão (a linguagem do cliente, não a linguagem interna).

No Playbook, a proposta é usar Pareto (80/20) para ranquear quais gargalos merecem foco no ciclo atual — isto é, escolher as 2–3 travas que mais explicam a lentidão, em vez de tentar corrigir tudo ao mesmo tempo.

 

Por que isso ajuda no diagnóstico?

Porque a maior parte das travas não está só no tráfego; está em incerteza (o comprador não confia/entende) e em comparabilidade (o produto não sustenta valor e vira preço por m²). O checklist força o time a tornar explícito onde está o gargalo e qual tipo de dúvida/objeção está se repetindo.

 

Checklist Diagnóstico

Marque SIM quando o item está definido, consistente e comprovável (material + execução). Marque NÃO quando há lacuna/ambiguidade que vira objeção, ruído ou risco percebido. Ao final, você verá onde os "NÃOs" se concentram.

Progresso: 0/35 NÃOs: 0
 

1) Público-alvo e posicionamento

NÃOs nesta dimensão: 0
Conseguimos descrever, em 1 frase, quem compra e por que compra.
O empreendimento é claramente melhor para esse público (não é "para todo mundo").
Comercial e produto/projeto estão alinhados (não há versões conflitantes da proposta).
As objeções recorrentes indicam público certo (não estamos atraindo perfil errado para o produto).
Sabemos explicar, em termos simples, por que somos diferentes dos comparáveis mais citados na venda.

2) Planta, mix e funcionalidade

NÃOs nesta dimensão: 0
As 3 principais objeções de planta/uso foram mapeadas e endereçadas.
O mix (tipologias/ticket) é coerente com o público e com a demanda esperada da praça.
A unidade é "vendável" sem adaptações sob medida; opcionais/upgrades seguem pacotes padronizados e previsíveis.
O layout minimiza "áreas mortas" (corredores excessivos, metragem pouco útil) que geram objeção.
Há coerência entre uso real do público e pontos de apoio (armazenamento, lavanderia, home office, flexibilidade).

3) Diferenciais (valor percebido)

NÃOs nesta dimensão: 0
Cada diferencial tem um "porquê": qual problema resolve para o público-alvo.
Diferenciais foram avaliados contra OPEX e não criam custo fixo sem contrapartida clara.
Existe pelo menos 1 diferencial de conveniência que melhora o dia a dia.
Os diferenciais principais são fáceis de demonstrar/explicar em visita (não dependem de discurso longo).
Há 1–2 diferenciais "assinatura" que o comprador lembra depois da visita (memorizáveis).

4) Operação e custos invisíveis

NÃOs nesta dimensão: 0
Fluxos de portaria/acesso/visitas/prestadores foram desenhados e dimensionados.
Encomendas/entregas têm processo definido (capacidade, armazenamento, registro/rastreabilidade).
Existe uma estimativa de condomínio explicável (drivers e faixa), compatível com a operação.
Regras básicas de uso/capacidade das áreas comuns estão definidas (evita conflito e ruído futuro).
Os custos recorrentes dos itens "vistosos" (energia, limpeza, manutenção) são mapeados e comunicáveis.

5) Confiança e previsibilidade

NÃOs nesta dimensão: 0
O entregável está claro e auditável (padrão vs opcional; acabamentos; áreas comuns).
Cronograma e marcos são comunicados com transparência (sem lacunas que virem ruído).
Pós-obra/assistência técnica têm processo e expectativas definidas.
Há evidências que sustentam confiança (histórico, cases, visitas, padrão consistente, provas sociais).
Os riscos mais comuns (atraso, qualidade, assistência) têm respostas transparentes e consistentes (sem "depende").

6) Atrito na compra (clareza do entregável)

NÃOs nesta dimensão: 0
As 10 perguntas mais frequentes do comprador têm respostas padronizadas.
Materiais de venda não prometem o que não está especificado.
Regras de opcionais/personalizações são claras (o que pode, quando pode, impacto em prazo/custo).
Condições comerciais e custos associados (correção, taxas, regras) estão claras e sem "surpresas".
O processo de proposta/assinatura tem etapas e prazos definidos (sem idas-e-voltas desnecessárias).

7) Infraestrutura preparada e escalabilidade

NÃOs nesta dimensão: 0
Existe padrão de infraestrutura para evoluir sem retrabalho (pontos críticos bem definidos).
Há governança do que pode/não pode ser alterado por unidade (prazo, qualidade, operação).
Individual e coletivo (acesso/portaria/encomendas) foram pensados como sistema, não improviso.
Upgrades (ex.: automação) são ofertáveis como pacotes sem comprometer cronograma, qualidade e assistência técnica.
Há responsáveis e suporte definidos para sistemas (evita "ninguém sabe de quem é" no pós-obra).
Diagnóstico predominante
Responda algumas linhas para ver a leitura automática.
0/35 respondidas
Total de "NÃOs"
0
% de "NÃOs"
0%
Top dimensão
2ª dimensão
Como o resultado é calculado (atalho)
O sistema conta quantos "NÃOs" você marcou em cada dimensão e mostra as 2–3 com maior concentração. Depois faz uma leitura por tipo de gargalo:
  • Produto/valor percebido: dimensões 1–3
  • Incerteza/ruído: dimensões 5–6
  • Dívida operacional: dimensões 4 e 7
Próximo passo (opcional): ranquear quais problemas tratar primeiro (impacto × viabilidade) via Playbook + planilha (link quando publicado).

Próximo passo (opcional): priorizar o que tratar primeiro

O checklist te diz onde estão as travas. Se você quiser um método para ranquear/priorizar quais problemas/objeções devem ser tratados primeiro (impacto x viabilidade) — especialmente quando há vários “NÃOs” ao mesmo tempo — use o Playbook + a planilha de priorização.

Link do Playbook + planilha: 

Conclusão

Se você quer vender mais rápido, trate o empreendimento como produto — não como uma soma de m² e amenidades. Velocidade de vendas melhora quando você aumenta valor percebido e reduz incerteza: planta que funciona, diferenciais coerentes, operação previsível e confiança na entrega.

 

Se você quiser um método para ranquear/priorizar quais gargalos tratar primeiro (quando há vários “NÃOs” ao mesmo tempo), o Playbook + a planilha de priorização podem complementar este artigo (link em breve).

Próximo conteúdo: como transformar esse diagnóstico em um plano de intervenção (sem cair direto em desconto) — e quando diferenciais funcionais/tecnologia embarcada fazem sentido como parte da proposta de valor.

 

Referências

  1. ABRAINC-Fipe — Indicadores do Mercado Imobiliário (release; principais resultados até abril/2025; publicado em jun/2025). Disponível em: https://downloads.fipe.org.br/indices/abrainc/release-indicadores-202506.pdf

  2. Secovi-SP — Dados do mercado imobiliário (São Paulo; maio/2025). Disponível em: https://secovi.com.br/secovi-sp-divulga-dados-do-mercado-imobiliario-de-maio/